Vai começar a nova temporada da WNBA

por Fernando

image Vai começar a nova temporada da WNBA
Com salários maiores e talentos cada vez mais jovens, a WNBA inicia sua 30ª temporada.

A WNBA abre sua 30ª temporada em 8 de maio, após um período longo e tenso de negociações entre a liga e o sindicato das jogadoras, mas sem qualquer alteração no calendário oficial. Isso já diz muito sobre o momento da competição: por trás da bola ao alto, existe uma liga que se reorganiza para acompanhar o tamanho do próprio crescimento. A sensação é de que a WNBA, enfim, está em outro estágio, tendo como base a força das atletas e a expansão do interesse do público.

Novo acordo financeiro

O grande assunto desta temporada é o novo acordo coletivo firmado entre WNBA e jogadoras, que mudou o modelo salarial da liga e vinculou a remuneração à receita gerada pela competição. Segundo a cobertura publicada, a remuneração média pode superar US$ 500 mil, com teto salarial de equipe em torno de US$ 6,2 milhões e salários máximos individuais acima de US$ 1 milhão. Na prática, a liga dá um passo importante para reduzir a distância entre o valor esportivo das atletas e o retorno financeiro que elas produzem.

Como disse Nneka Ogwumike, presidente do sindicato, a mudança é histórica e representa um marco para o esporte feminino.

Esse pacote também inclui avanços fora de quadra, como medidas ligadas ao planejamento familiar e à licença parental. Não é só uma discussão sobre dinheiro, mas sobre estrutura, carreira e dignidade profissional, junto com a tentativa de transformar a WNBA em uma liga mais sustentável para quem joga e para quem acompanha. 

As estrelas do momento

Se o momento financeiro é novo, o pacote técnico da liga também é fortíssimo. A temporada começa com nomes que já viraram referência e outros que estão prontos para assumir o protagonismo, como Caitlin Clark, A’ja Wilson e Paige Bueckers. A mistura de estrelas consolidadas e jovens talentos é um dos motores da atenção que a WNBA vem recebendo, e isso deve crescer ainda mais ao longo do ano.

A’ja Wilson segue como um dos rostos da liga e reforçou esse status com a renovação que virou a maior da história da WNBA, um contrato de três anos e US$ 5 milhões com o Las Vegas Aces. Já Caitlin Clark continua no centro das conversas por seu impacto esportivo e midiático, enquanto Paige Bueckers chega como uma das jogadoras mais observadas da nova geração. É o tipo de cenário em que cada rodada parece carregar um peso maior, porque a liga tem nomes que atraem público, rivalidade e narrativa.

Interesse em alta

O interesse pela WNBA cresceu em diferentes frentes: nos ginásios, nas redes sociais, na imprensa e também nas projeções esportivas, que colocam várias franquias em patamar competitivo bem próximo. A temporada de 2026 já nasce com expectativa alta porque há equilíbrio técnico, estrelas fortes e uma sensação de produto mais maduro. Quando isso se junta com salários em alta e novas histórias surgindo, a liga ganha ainda mais relevância fora dos Estados Unidos.

A cobertura conta com transmissões da ESPN e do Prime Video, o que amplia o acesso do público brasileiro aos jogos da liga. 

No Brasil, a temporada também chega com boas notícias para quem acompanha basquete feminino. O Prime Video anunciou uma programação robusta para 2026, com partidas exclusivas da temporada regular, final da Commissioner’s Cup e jogos exclusivos dos playoffs. Já a presença da ESPN mantém a WNBA dentro de um ecossistema mais amplo de basquete para o torcedor brasileiro.

A nova temporada deve ser marcada por disputa pesada, evolução tática e uma visibilidade ainda maior para as jogadoras que carregam a liga. O novo acordo financeiro tira pressão de uma pauta antiga, enquanto a força da nova geração mantém a competição fresca e atraente. Se a temporada passada já mostrou o tamanho do interesse em torno da WNBA, esta edição tende a ir além, porque reúne conteúdo esportivo de alto nível, narrativa comercial forte e cobertura mais acessível.