Confira as mudanças do All Star Game da NBA desta temporada

por Fernando

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O Jogo das Estrelas está de volta, mas não é mais o mesmo de antigamente

Se você já achava que o All Star Game da NBA estava meio parado, pode se preparar, dado que a edição de 2026 trouxe mudanças que mexem de verdade com a forma como o grande show de meio de temporada será jogado. Tendo como base o movimento recente de tentar resgatar o glamour e a intensidade do evento, a liga resolveu abrir mão do tradicional confronto entre Leste e Oeste e apostar em um modelo mais ousado, com times misturando alta voltagem e rivalidade internacional.

O novo formato: três times e um mini‑torneio

A grande novidade é a adoção de um torneio com três equipes, onde duas são formadas por jogadores dos Estados Unidos (USA Stars e USA Stripes) e uma conta exclusivamente com jogadores internacionais (Team World). Cada equipe terá, no mínimo, oito atletas, o que significa que vamos ter um elenco mais enxuto, mas com concentração de talento bem alta.

O jogo em si ainda terá partidas rápidas, de 12 minutos, só que, ao invés do modelo anterior de 48 pontos corridos, agora cada quarto funciona como um jogo separado dentro de um sistema de rodada única. As três equipes se enfrentam duas vezes, e as duas com melhor campanha seguem para a final. Em caso de empate entre as três, o desempate é pelo saldo de pontos.

Seleção de jogadores: fim das posições obrigatórias

Outra mudança que mexe com o jeito de encarar o All Star Game é a forma como os jogadores são escolhidos. Ainda está valendo o método tradicional, com cinco titulares por conferência votados por fã, jogadores e mídia, e sete reservas escolhidos pelos técnicos.

Só que, pela primeira vez, não existe mais divisão rígida entre armadores e pivôs. Em vez de dois jogadores de linha de frente e três de linha de trás, os titulares passam a ser os cinco mais votados, independentemente da posição, da mesma forma que os reservas serão os sete seguintes na pontuação geral. Isso abre a possibilidade de times cheios de jogadores de perímetro, com mais tiro de três e menos jogadores altos, o que tende a deixar o jogo ainda mais rápido e explosivo.

O modelo de disputa EUA vs Mundo

A liga resolveu trazer de volta um conceito que já rendeu bons debates em outras temporadas, a ideia de Estados Unidos contra o resto do mundo. Só que agora, ao invés de um único confronto, a disputa é estruturada em um formato de mini torneio, com as duas seleções dos EUA dividindo um elenco maior e o Team World sendo o adversário global.

A NBA está tentando adicionar uma motivação para que os jogadores atuem de forma mais competitiva.

Uma curiosidade é que, se o número de jogadores americanos não for suficiente para formar duas equipes equilibradas, o comissário Adam Silver pode chamar reforços extra para garantir o mínimo de 16 americanos ou oito internacionais. Na prática, isso significa que o "mundo" pode acabar com mais jogadores relevantes, como no caso de Karl‑Anthony Towns, que optou por atuar na equipe internacional mesmo tendo raízes americanas.

Por que essas mudanças aconteceram?

A NBA já vinha sendo alvo de críticas por alguns torcedores que achavam o All Star Game muito lento, sem vontade de competir por parte dos jogadores. Nos anos anteriores, a liga já tentou alguns experimentos, como o modelo de quatro times e o "Elam Ending" em meta de pontos, mas o resultado ainda soava um pouco "frio" demais para quem quer ver espetáculo.

Por isso, agora, a aposta é em um formato que obrigue o time a jogar mais sério, já que cada 12 minutos conta como um jogo à parte. Outro ponto importante é a aposta no time internacional, com tantos jogadores de fora dos Estados Unidos brilhando na NBA, e agora se reunindo em um time que dá mais espaço para nomes como Giannis Antetokounmpo, Luka Dončić, Nikola Jokić e outros astros globais disputam diretamente com o time dos EUA.