As grandes decepções da Copa do Mundo 2026

por Leonese

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Entre surpresas, quedas precoces e histórias inacabadas, fica a certeza a Copa do Mundo de 2026 também conta com algumas decepções.

Esta Copa do Mundo tem sido bastante emocionante e, sem dúvidas, uma das mais divertidas para os espectadores. Jogos como Brasil x Japão, Argentina x Cabo Verde e Bélgica x Senegal são somente alguns dos bons exemplos de partidas que renderam muito e exigiram um nível gigantesco de atenção das equipes.

Porém, na outra ponta, temos seleções que deixaram muito a desejar, o que também não chega a ser anormal, mas chama a atenção por conta da capacidade que as equipes tinham e mesmo assim acabaram tendo uma performance abaixo do esperado – e você pode conferir quem são a seguir.

Uruguai

A seleção sul-americana chegou a um ponto de não retorno para o trabalho do treinador argentino Marcelo Bielsa. De fato, ele tinha começado bem nas eliminatórias, mas problemas com o elenco foram aparecendo ainda nessa fase e culminaram na seguinte campanha neste mundial:

  • Arábia Saudita 1x1 Uruguai
  • Uruguai 2x2 Cabo Verde
  • Uruguai 0x1 Espanha

Além dos problemas com os jogadores, chama a atenção também as más atuações do veterano goleiro Muslera, que não vinha nem sendo convocado até que Bielsa assumisse o comando da equipe – e que falhou em todos os jogos, custando pontos preciosos à equipe. 

Com a saída do treinador e a eliminação precoce (o time ficou em terceiro lugar da chave, com dois pontos, uma das piores campanhas da competição), agora a seleção uruguaia pensa no próximo ciclo.

Coréia do Sul

Coréia do Sul - Heungmin Son

O time asiático que tinha o veterano Heung-Min Son no comando de seu ataque e disputando o que deve ser seu último mundial até prometia, com um grupo acessível, mas a campanha foi a seguinte:

  • Coréia do Sul 2x1 Rep. Tcheca
  • México 1x0 Coréia do Sul
  • África do Sul 1x0 Coréia do Sul

Como podemos ver, o time ainda fez uma estreia interessante contra os tchecos, mas a segunda partida foi muito abaixo do esperado – tanto os coreanos quanto os mexicanos pareciam se encaminhar para um empate modorrento, mas um gol aos 10 min do segundo tempo mudou tudo.

A partir disso, os coreanos nunca mais se recuperaram naquela partida e mesmo contra a África do Sul, onde eram favoritos e até um empate classificaria a equipe, não aconteceu. Com saldo de gols negativo, a equipe asiática voltou para casa mais cedo, não conseguindo se classificar com o terceiro lugar.

Alemanha

Deniz Undav e Joshua Kimmich - Alemanha

Agora falando de um time que alcançou a segunda fase, mas mesmo assim ficou bem abaixo do esperado. É bem verdade que os germânicos cumpriram a obrigação ao ficar com a primeira posição do grupo, mas isso muito graças a uma improvável virada contra a Costa do Marfim, no segundo jogo – uma partida onde os africanos venciam até a segunda etapa.

O jogo seguinte, porém, deixou várias pistas que os alemães não eram um time confiável – os equatorianos se superaram e bateram a equipe europeia por 2x1, também de virada.

Na partida seguinte, os paraguaios seguraram bem o time alemão e levaram o jogo aos pênaltis, mostrando que há muito trabalho a ser feito pela seleção germânica para o próximo ciclo, uma tarefa que, ao que tudo indica, deverá ser feita pelo treinador Jurgen Klopp.

Holanda

Frenkie De Jong - Holanda

Os holandeses muitas vezes montam times excelentes, mas acabam por não conseguir o título em algum detalhe. Não foi o que aconteceu dessa vez, onde mesmo tendo alcançado a segunda fase, o time ainda foi eliminado precocemente.

Na verdade, a Laranja Mecânica até fez uma boa primeira fase, ficando em primeiro lugar num grupo que tinha Japão, Suécia e Tunísia, sendo considerado por muitos o mais difícil da competição. A campanha na primeira fase foi essa:

  • Holanda 2x2 Japão
  • Holanda 5x1 Suécia 
  • Holanda 3x1 Tunísia

Isso é bastante aceitável, mas o empate contra o Japão é algo que mostra alguma falta de equilíbrio ao time. E justamente isso acabou pesando contra o Marrocos, na fase de 16 avos de final, onde o time holandês saiu na frente, mas cansou e viu os africanos empatarem, para depois conseguir a classificação nos pênaltis.

Não se pode taxar essa participação como um vexame, dado que Marrocos também tem um bom time, mas de fato se esperava que os holandeses fossem mais longe.

Suécia

Suécia - Viktor Gyokeres e Alexander Isak

Os suecos oscilaram bastante nessa competição, mesmo tendo também alcançado a segunda fase. Além da já citada derrota por 5x1 para a Holanda, o time também teve os seguintes jogos na primeira fase:

  • Suécia 5x1 Tunísia
  • Suécia 1x1 Japão

A goleada na estreia, contra o time da Tunísia, fez com que o time sueco não tivesse grande problema com o saldo de gols e permitiu avançar à segunda fase, com o time também arrancando um empate num jogo bastante exigente contra o Japão.

Porém, vale lembrar que durante todo esse ciclo a equipe sueca oscilou, fazendo péssima campanha nas eliminatórias e conseguindo uma vaga no mundial muito por conta de sua participação na Nations League.

Esse mesmo ritmo oscilante custou caro na segunda fase, onde o time pouco fez contra uma França que tem sido uma das melhores, senão a melhor seleção do momento. Assim, Les Bleus acabaram com o jogo marcando 3x0 no placar, que poderia ter sido bem mais elástico.

Brasil

Brasil - Vini Jr.

É difícil não falar da seleção brasileira, que não foi mal de maneira geral, mas é sempre tratada como decepção quando não é campeã. A primeira fase teve os seguintes jogos:

  • Brasil 1x1 Marrocos
  • Brasil 3x0 Haiti
  • Brasil 3x0 Escócia

É bem verdade que o time foi muito cobrado por não vencer Marrocos, mas a seleção africana tem muita qualidade e o empate não é um vexame. Na primeira fase, o tome poderia ter feito mais contra o Haiti, mas olhando para o cenário geral, a equipe esteve dentro do esperado.

Na fase seguinte veio a derrota para a Noruega, num jogo em que houve muita entrega, mas faltaram gols – com um pênalti perdido na primeira etapa e uma chance clara onde Endrick não fez o gol. Haaland, então, aproveitou as duas oportunidades que teve nos últimos quinze minutos para sacramentar a vitória dos nórdicos.

O Brasil até teve uma pequena chance ao converter um pênalti com Neymar, mas já pensa no próximo ciclo, que deve também ter a continuidade do italiano Carlo Ancelotti no comando da equipe.