Andreeva e Kostyuk fazem a final do Madrid Open 2026

por Fernando

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A nova geração toma conta da decisão feminina e transforma o Madrid Open em palco de afirmação.
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A final feminina do Madrid Open 2026 está definida e coloca frente a frente Mirra Andreeva e Marta Kostyuk, duas jogadoras em momentos fortes no saibro e com campanhas que ajudam a explicar por que essa decisão ganhou tanta atenção. A russa chega em alta, enquanto a ucraniana está de volta a uma final importante e tenta transformar a boa fase em título.

Como Mirra Andreeva chegou a final

Andreeva precisou superar um jogo nervoso contra Hailey Baptiste para avançar à final, vencendo por 6/4 e 7/6(8). A jovem russa mostrou maturidade nos momentos de pressão e confirmou sua terceira final em um WTA 1000, depois de conquistas importantes em Dubai e Indian Wells na temporada anterior.

Mais do que o placar, o que impressiona é a consistência de Andreeva no saibro em 2026. Segundo a cobertura da fase final em Madri, ela foi a jogadora com mais vitórias nesse piso no ano até aqui, com 12 triunfos, uma marca que ajuda a explicar sua presença na grande decisão.

A própria russa tratou de esfriar qualquer discurso de favoritismo. Andreeva afirmou que não abre mão de respeitar o desafio que vem pela frente e resumiu sua postura com bastante equilíbrio: “Vai ser um jogo duro”.

O caminho de Marta Kostyuk até a final

Do outro lado, Marta Kostyuk teve uma campanha de bastante personalidade. Na semifinal, ela bateu Anastasia Potapova por 6/2, 1/6 e 6/1, em uma partida de altos e baixos, mas que terminou com domínio claro da ucraniana nos sets vencidos. Foi uma vitória que confirmou a sua primeira final da carreira em um torneio WTA 1000.

Kostyuk chega à decisão depois de uma sequência impressionante no saibro. Ela vinha de título no WTA 250 de Rouen, na França, e em Madri ampliou a fase positiva, chegando à sua 11ª vitória consecutiva. Em termos de temporada, isso a coloca em um patamar de muita regularidade, algo que costuma ser decisivo em torneios longos e desgastantes.

Outro ponto importante é o peso histórico dessa campanha. A ucraniana tornou-se a terceira jogadora do país a alcançar uma final de nível WTA 1000, juntando-se a nomes como Elina Svitolina e Anhelina Kalinina. É um marco que dá contexto à sua trajetória e aumenta ainda mais a relevância da decisão em Madrid.

Um reencontro com história

As duas já se enfrentaram uma vez no circuito, e a vantagem é de Kostyuk. O duelo aconteceu em Brisbane, no início do ano, em quadra rápida, e terminou com vitória da ucraniana. Agora, o cenário muda bastante: sai o piso duro, entra o saibro, e a dinâmica tende a favorecer quem conseguir variar mais o jogo e suportar melhor os ralis longos.

Esse detalhe torna a final ainda mais interessante, tendo em vista que Andreeva está entre as melhores do torneio quando o assunto é adaptação tática, enquanto Kostyuk vem de uma sequência forte e parece cada vez mais confortável em partidas de maior exigência física. Como é, o estilo de ambas promete uma final aberta, sem muito espaço para erros bobos.

Informações da partida

  • Jogo: Mirra Andreeva x Marta Kostyuk (Final do WTA 1000 de Madrid 2026)
  • Data: 02 de maio, sábado
  • Horário: 12h (horário de Brasília)
  • Local: Quadra Central do complexo Caja Mágica, em Madri, Espanha
  • Transmissão: ESPN, Disney+ e SportyTrader